segunda-feira, 18 de abril de 2011

Carta e poesia

18/04/2010

Ó! minha querida
Desejo-te o desejo de meu desejo
Quero-te o querer de meu querer
Ame-me com o amor de meu amor

Venha para mim, querida
Amemos nossa solitária soledade
Adoremo-nos! Deus, deuses nos são inúteis!
Não adore doutos. Adoremo-nos!

Sede a sede de sede minha
A circunspecção soledatária
Permita a vida que a ti é tua

Se fores capaz da pedra lançar
Seja capaz de recuperá-la! Recuperá-la-á!
Senão, mate-me.

De: Teu amado
Para: Minha soledade

2 comentários:

  1. De grande sentimentalismo, diria ser um poema apaixonado, se não passa a ideia de amor assim profundo e a experiência de um mesmo. Muito bom poeta,

    um cordial abraço.

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