sábado, 14 de maio de 2011

Sunless

Mergulhar-me-ei nas trevas que a mim pertencem
O Sol, aquele que uma vez inibriou-me,
Desejo-te tua morte!
A negra volúpia me atrai
Tua beatitude cegante me repulsa

Escuridão, escuridão, e mais escuridão!
Não há ódio onde não há luz
Não há medo onde não luz
Que o mundo caia no abismo!
Pois todos são abismos

Dormiríamos de olhos abertos
Se a luz nos fosse boa
Por isso fechamos os olhos
Porque a luz nos impede as ânsias
Porque nas trevas temos atambia

Felipe Pacheco

2 comentários:

  1. Muito bom, de caráter ultrarromântico, no pessimismo um penumbrismo para a plenitude e luz do ser a se fazer pensar, gostei bastante poeta,

    um abraço.

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