Poemas de um Simplório
sábado, 10 de novembro de 2012
Todos os meus pontos
Se tornam vírgulas
Porque me nego
O fim da obra
Só para afirmar
Que a vida é assim.
Felipe Pacheco.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Uma criança me olha
Nenhuma rosa nasce
Nenhuma rua para
Nenhum homem morre
Nenhum ninguém nada
Uma criança me olha
Se a olho de volta...
Ah, como perdemos esse poder!
Felipe Pacheco.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Tal qual a formiga
que é empurrada e não morre
na queda,
a criança não se espatifa
é levada pelo vento
divertindo-se com Zéfiro.
Ao chegar no chão
olha para cima, mas
não para olhar quem a jogou ali
mas por causa do céu.
Dali ele é diferente.
Felipe Pacheco
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