Gosto das espécies
Que atiram suas fezes
Aprecio os seres
De muitos interesses.
Gosto das notas
Que dançam janotas
Estimo os potros
Que estão todos soltos.
Toda essa rima me cansa
Seu sentido me espanta
Mas e daí?
Se a criança não tem sentido
Mas meus poemas são delas
Por que fazer poema de grande?
Felipe Pacheco
Poemas de um Simplório
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
sábado, 14 de maio de 2011
Sunless
Mergulhar-me-ei nas trevas que a mim pertencem
O Sol, aquele que uma vez inibriou-me,
Desejo-te tua morte!
A negra volúpia me atrai
Tua beatitude cegante me repulsa
Escuridão, escuridão, e mais escuridão!
Não há ódio onde não há luz
Não há medo onde não luz
Que o mundo caia no abismo!
Pois todos são abismos
Dormiríamos de olhos abertos
Se a luz nos fosse boa
Por isso fechamos os olhos
Porque a luz nos impede as ânsias
Porque nas trevas temos atambia
Felipe Pacheco
O Sol, aquele que uma vez inibriou-me,
Desejo-te tua morte!
A negra volúpia me atrai
Tua beatitude cegante me repulsa
Escuridão, escuridão, e mais escuridão!
Não há ódio onde não há luz
Não há medo onde não luz
Que o mundo caia no abismo!
Pois todos são abismos
Dormiríamos de olhos abertos
Se a luz nos fosse boa
Por isso fechamos os olhos
Porque a luz nos impede as ânsias
Porque nas trevas temos atambia
Felipe Pacheco
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Carta e poesia
18/04/2010
Ó! minha querida
Desejo-te o desejo de meu desejo
Quero-te o querer de meu querer
Ame-me com o amor de meu amor
Venha para mim, querida
Amemos nossa solitária soledade
Adoremo-nos! Deus, deuses nos são inúteis!
Não adore doutos. Adoremo-nos!
Sede a sede de sede minha
A circunspecção soledatária
Permita a vida que a ti é tua
Se fores capaz da pedra lançar
Seja capaz de recuperá-la! Recuperá-la-á!
Senão, mate-me.
De: Teu amado
Para: Minha soledade
Ó! minha querida
Desejo-te o desejo de meu desejo
Quero-te o querer de meu querer
Ame-me com o amor de meu amor
Venha para mim, querida
Amemos nossa solitária soledade
Adoremo-nos! Deus, deuses nos são inúteis!
Não adore doutos. Adoremo-nos!
Sede a sede de sede minha
A circunspecção soledatária
Permita a vida que a ti é tua
Se fores capaz da pedra lançar
Seja capaz de recuperá-la! Recuperá-la-á!
Senão, mate-me.
De: Teu amado
Para: Minha soledade
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sábado, 2 de outubro de 2010
Minha
De todas aquelas
Com quem já me deitei
E tentei
A loucura é a melhor delas
Suas curvas
Seu jeito de falar
Sua boca, deliciosamente, sedutora
Me deixa louco e estarrecido
Sua voz
Suspira em meu ouvido
Me leva ao delírio
Insistindo em chamar-me de "querido"
Não desista de mim
Não me deixe
Com você ao meu lado
Não há medo
Não há desespero
Apenas em seu seio
Encontro o deleite
De mil beijos e interesses
Sua forma me fascina
E me leva ao limite
Não há medo com você
Não há o por quê de não arriscar-me,
Arriscar ao medo de me enfrentar
Arriscar ao tudo que me cerca
Afinal...
Pra quê medo se a loucura é minha amante?
Felipe Pacheco
Com quem já me deitei
E tentei
A loucura é a melhor delas
Suas curvas
Seu jeito de falar
Sua boca, deliciosamente, sedutora
Me deixa louco e estarrecido
Sua voz
Suspira em meu ouvido
Me leva ao delírio
Insistindo em chamar-me de "querido"
Não desista de mim
Não me deixe
Com você ao meu lado
Não há medo
Não há desespero
Apenas em seu seio
Encontro o deleite
De mil beijos e interesses
Sua forma me fascina
E me leva ao limite
Não há medo com você
Não há o por quê de não arriscar-me,
Arriscar ao medo de me enfrentar
Arriscar ao tudo que me cerca
Afinal...
Pra quê medo se a loucura é minha amante?
Felipe Pacheco
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Loucura
Loucura
Oh loucura vã que atinge meu peito
Oh loucura dos desafortunados que prega em meu peito sem perdão
Loucura dos ricos
Loucura dos sábios
Loucura dos leigos
Loucura dos loucos
Loucura sem sentimento
Sem perdão
Sem amor, sem medo
Oh loucura deliciosa
Posse-se de meu corpo e faça dele seu abrigo
Não preciso sentir para viver
Não preciso de sentimentos vãos, inúteis e sem graça
Venha oh doce estado
Atinja-me sem perdão
Como eu atingiria o pobre coitado da rua
Não há medo
Não há mistério
Oh doce e suave sentimento sem culpa
Felipe Pacheco
Oh loucura vã que atinge meu peito
Oh loucura dos desafortunados que prega em meu peito sem perdão
Loucura dos ricos
Loucura dos sábios
Loucura dos leigos
Loucura dos loucos
Loucura sem sentimento
Sem perdão
Sem amor, sem medo
Oh loucura deliciosa
Posse-se de meu corpo e faça dele seu abrigo
Não preciso sentir para viver
Não preciso de sentimentos vãos, inúteis e sem graça
Venha oh doce estado
Atinja-me sem perdão
Como eu atingiria o pobre coitado da rua
Não há medo
Não há mistério
Oh doce e suave sentimento sem culpa
Felipe Pacheco
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Moça
Oh moça!
Por que não me calas de vez?
Por que seu corpo ainda não é meu?
Oh moça! Oh morena!
Seu corpo seduz cada parte de mim
Sua boca me leva as margens do inferno
Oh menina
Que teus seios sirvam de abrigo
Para o corpo meu
Que sua boca sirva de refúgio
Para minhas fugas
Oh moça
Escute as notas que saem de mim
Escute minha respiração ofegante por ti
Oh menina morena!
Felipe Pacheco
Por que não me calas de vez?
Por que seu corpo ainda não é meu?
Oh moça! Oh morena!
Seu corpo seduz cada parte de mim
Sua boca me leva as margens do inferno
Oh menina
Que teus seios sirvam de abrigo
Para o corpo meu
Que sua boca sirva de refúgio
Para minhas fugas
Oh moça
Escute as notas que saem de mim
Escute minha respiração ofegante por ti
Oh menina morena!
Felipe Pacheco
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Tentemos o novo
Tentemos o não-usado
Afinal, somos jovens
(Talvez) Seremos heróis
Tentemos o estranho
Sejamos o estranho
Desejemos o anormal para nós mesmos
Afinal, o que somos nós?
Homens? Máquinas?
Sujeito? Objeto?
Somos? Não somos?
Seremos?
Tentemos também o usual
O normal e o casual
Não sejamos máquinas revolucionárias
Sejamos o que quisermos
Do jeito que bem entendermos
Afinal, quem é o normal da história?
Felipe Pacheco
Afinal, somos jovens
(Talvez) Seremos heróis
Tentemos o estranho
Sejamos o estranho
Desejemos o anormal para nós mesmos
Afinal, o que somos nós?
Homens? Máquinas?
Sujeito? Objeto?
Somos? Não somos?
Seremos?
Tentemos também o usual
O normal e o casual
Não sejamos máquinas revolucionárias
Sejamos o que quisermos
Do jeito que bem entendermos
Afinal, quem é o normal da história?
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