domingo, 23 de abril de 2017

ocigóla eneG

Da árvore só o tronco
Raiz autônoma viajando
Sobre e sob a terra
Quebrando espelhos
E rindo do azar

Como um circo vago só
Cheio de palhaços e panteras
Sereias e aranhas
E um corcunda gago
Descerebrado no amor.

Que a morte nos acompanhe
Se firme no chão de que esquecemos
Nos chame ao passado —
Yin                                                  yang                         chama     a   vida
.ir euq adiV..

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Emergi da dor
Como um peixe réptil
E esse amor
Que me deu escamas
Dói o amor que ama doer
— o Avante.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

E quis aceitar que te amo
Sentir a queda das folhas
Em pleno outono de rosas
Esquecer o adversário
Errado pelo verdadeiro
Atravessar em três passos
O espaço que nos desanda
Em tempo de grand jeté —
Outra em quando, a Alegria.
Sou triste como um dia qualquer
Em que há chuva e céu, sol e noite
Como quando nos encontramos
E vimos o tempo passar
E me lembro do cheiro do suor
De sua vagina salgada
A força de seus braços me quebrando
Coluna, pescoço e lábios
Reduzindo-me a esqueleto
Você teme que te roube a pele
Que a foca não tenha filho
E do homem escondido nos ossos
– Te vejo correr embora
– Me deixo-te correr afora
no tutano que te faz-me.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aconteça o que acontecer
Não tome a pílula
Não tome
A vida tá difícil
O amor acabou
Chorar é rotina
O apetite se foi
Mas não tome a pílula
Não há fraqueza que compense
E se te dão escolhas
Rejeite, passe, sinta o que dá pra fazer
Nem vermelha nem azul
Foge e não tome a pílula
Ainda que te forcem
E te prometam mil mundos
Não caia nessa
Você está no fundo do poço
Só te resta o deserto
E se há quem desista
Depois de muito tentar
Não tome essa pílula.

quarta-feira, 23 de março de 2016

11/07/2015

Minhas mãos estão frias
E você, longe.

Te amo tanto que dói
Menos que imagino.

sábado, 30 de maio de 2015

Poema do poeta alegre, o qual o escritor, agora, corre atrás

Manhã cativa.

É sono que não vem
Pros olhos que perdi.

Algo que passou de cheiro
E persegui.

Vou, e sua língua
Me toca a pele gritante.

Manhã cativa
E ela é sua, e sua eu

E soa, e soa
Úmida música palpitar

Flutua, e flutua
Té que a dor não seja mais
Só igual
E reticências, e passares.